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Dino e Moraes defendem rediscutir dispensa de diploma para jornalista
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 18/08/2026
Por: Agência Brasil
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)
Flávio Dino e Alexandre de Moraes defenderam nesta terça-feira (18) a
rediscussão sobre a decisão da Corte, que, em 2009, dispensou o diploma de
jornalista para exercício legal da profissão.
A discussão voltou à tona durante sessão da
Primeira Turma, que julgou um caso de direito de resposta envolvendo a TV Globo
e uma clínica médica citada em uma reportagem sobre assédio sexual.
Durante a sessão, Dino disse que a decisão do
Supremo que dispensou o diploma para exercício da profissão se tornou um
complicador para o julgamento de casos sobre liberdade de imprensa.
"A extensão automática desse regime de
garantias a qualquer blogueiro pode levar a que o PCC e o Comando Vermelho
façam um concurso para selecionar blogueiros", disse.
Moraes defendeu a regulamentação da profissão e
disse que o direito constitucional à liberdade de imprensa não pode ser
invocado por usuários que usam as redes sociais para cometer crimes contra a
honra e atos de desinformação.
"Hoje,
com as redes sociais, qualquer pessoa acorda e diz a partir de hoje eu sou
jornalista e começa a ofender a honra de inúmeras pessoas e se escudar da
liberdade de imprensa", completou.
Em 2009, o STF
decidiu que a exigência do diploma de jornalismo e do registro profissional
para exercício da profissão é inconstitucional.
Por maioria
de votos, a Corte entendeu que o Decreto-Lei 972/1969 não foi recepcionado pela
Constituição de 1988. O decreto criou regras para exercício da profissão, entre
elas, a obrigatoriedade de registro no Ministério do Trabalho e diploma de curso
superior em jornalismo.
Quebra
de sigilo
A
rediscussão sobre a dispensa de diploma para jornalista ocorre no momento em
que a Corte é criticada por autorizar medidas de quebra de sigilo contra o
blogueiro maranhense Luís Pablo.
Na semana
passada, Federação
Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Jornalismo
Investigativo (Abraji) manifestaram preocupação com a decisão
do ministro Alexandre de Moraes que permitiu a identificação da fonte do
jornalista, responsável por denúncias sobre o suposto uso irregular de veículos
oficiais por Flávio Dino.
Segundo
Moraes, informações repassadas pela fonte foram obtidas a partir do
monitoramento ilegal da rotina de Dino e seus familiares em São Luís.
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